O capítulo 2 do evangelho de Lucas narra o encontro de um anjo com alguns pastores. O texto afirma que enquanto os pastores estavam ocupados com aquilo que faziam cotidianamente, um anjo apareceu a eles, e a glória do Senhor encheu aquele lugar. Você consegue imaginar a intensidade do brilho da Glória do Senhor? Foi algo tão extraordinário que deixou aqueles pastores cheios de temor em seus corações.
O interessante é que, diante de tanto poder, a mensagem transmitida pelos anjos se refere a um menino envolto em faixas, deitado em uma manjedoura. As boas novas tratam do nascimento do Filho de Deus, do logos encarnado, aquele que traria alegria a todos os povos, o descendente da mulher que pisaria a cabeça da serpente e restauraria a paz entre Deus e os homens e tudo isso é manifesto naquele menino de família humilde, aquecido com faixas e deitado em um local onde os animais se alimentavam.
Quanta simplicidade, quanta humildade, quanto poder e quanta Glória! Aos olhos humanos, o menino de família pobre nascido em um estábulo. Na perspectiva celestial, o verbo encarnado, o filho de Deus, Aquele por meio de quem todas as coisas foram criadas. Aquele que tem autoridade sobre os anjos e é adorado por eles.
Essa é a natureza do evangelho. Muito simples aos olhos humanos, mas extremamente poderoso e permeado de glória celestial.
Infelizmente muitos homens e mulheres que se dizem cristãos entendem que o Evangelho se propõe a promover a glória e o reconhecimento neste mundo, quando na verdade, a exemplo de Jesus, todo cristão precisa viver de forma simples, humilde e serviçal, convicto de que a verdadeira recompensa e reconhecimento vem daquele que criou o universo. Só a Ele devemos agradar, só nEle devemos buscar o reconhecimento.
Simples e gloriosa, essa é a vida cristã. Sem pretensões terrenas, sem holofotes, sem fama e/ou riqueza, mas cheia de Graça, permeada de amor, de serviço, de misericórdia, do poder que vem do alto e sublime trono de Deus. Que o Eterno nos abençoe.